Caiu um copo ao chão, e partiu-se em cacos.
Oiço ao longe: "ahhh aposto que foi a Rita"
E eu, claro, vá de me defender: "Como é que sabes que fui eu?!? Estamos aqui três pessoas"
Ele: "Só tu é que és a miss desajeitada"...
E é assim...
segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
sábado, 18 de janeiro de 2014
sinceramente...
Nao ha cavalheiros neste mundo. Tive que parar duas vezes para meter agua no carro num espaço de 50km porque havia uma fuga. Carro a deitar vapor de água que parecia fumo, e eu a sair do carro nas paragens de emergência em hora de maior trânsito. Não houve vivalma que parasse para me ajudar... Nao fosse eu uma desenrrascada (!!!!) filha de mecânico que não entra em pânico e já com traquejo nestas emergências tipicas de em casa de ferreiro espeto de pau.. pronto está visto que tinha de me desenrrascar à mesma...
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
Pequenos momentos
Hoje ouvi duas coisas diferentes mas que me fizeram largar uma boa gargalhada no espaço de 1h.
- Depois de ter dado um instrumento errado, disse ao interno: " a culpa foi tua, não quiseste pegar quando eu te quis dar o certo". Ao que ele depois de me olhar uns segundos me responde: "ia para te responder à letra, mas com esse sorriso que tens nos olhos (sim foi isso) fui incapaz..." (é verdade por detrás da máscara estava-me mesmo a rir) E pronto, toda a gente na sala teve um ataque de riso, com o break dele.
- Um médico que está sempre a meter-se comigo, não por maldade, mas sim por brincadeira (um daqueles que me prega sustos, diz tonteiras e que mantém um ambiente óptimo na sala, porque sabe que eu sou respondona e que digo que ele é maluco) hoje meteu-se comigo não me recordo porquê. Eu respondi: "no dia em que me for embora daqui vai ver a falta que eu lhe faço". Ele parou tudo, olhou para mim e disse: "Ah não... Vou já falar com a direcção para lhe aumentarem o ordenado. Mas não vai pois não???" e eu "Não" ... E tivemos um ataque de riso daqueles!!!
Coisas pequeninas, mas que já começam a ser possíveis.
Foi um dia bem disposto hoje. Daqueles que valem a pena!!
domingo, 12 de janeiro de 2014
Podia ter sido... mas não foi #1
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
Eu e o ginásio
Há que começar devagarinho, depois de quase um mês de ausência.
Então hoje foi uma hora. Uma hora de muito sofrimento (drama queen) e muito cheia de não-me-apetece.
Arrastei-me mesmo até lá. Obriguei-me a mim mesma.
Era ginásio ou saldos... Ginásio!!! (A vida não está para compras)
Então lá estão os armários todos em força, com os seus gemidos e sopros como se estivessem a esvaziar a botija, todos gabarolas que já metem mais uns kilos (oh god!) enquanto os outros ficam de assistência a dar apoio moral.
Riem que se fartam.. Pelo caminho para para olhar para o espelho, para analisar as evoluções corporais e se continuam bem sequinhos (e eu a transpirar, a arfar a abanar a minha gordura esse tempo todo, mas, ao mesmo tempo, com uma vontade de rir daquelas perante aquilo).
Eu devo ser a pessoa mais carrancuda que lá vai.
Ora então no outro dia operámos um "colega" do meu gym que me reconheceu. Deve ser bom fisionomista porque eu tinha máscara e touca na cabeça, e ele lá viu quer era eu.
Então comentou com uma colega minha que eu devia andar no mesmo ginásio que ele. Foram-me chamar e conversa para trás conversa para a frente. O tipo ainda meio abananado da anestesia sai-se com esta bela pérola:
Ele - Agora vejo que até és simpática.
Eu - como?
Ele - Sim, quando vais ao ginásio nunca falas connosco. Não tens um ar gentil. Estás sempre muito séria
Eu - Mas eu não vou lá para socializar. Vou para descarregar baterias e fazer exercício. E para isso tenho de me concentrar.
Ele - Ah ok (deve ter logo voltado à primeira opinião outra vez)
Então hoje foi uma hora. Uma hora de muito sofrimento (drama queen) e muito cheia de não-me-apetece.
Arrastei-me mesmo até lá. Obriguei-me a mim mesma.
Era ginásio ou saldos... Ginásio!!! (A vida não está para compras)
Então lá estão os armários todos em força, com os seus gemidos e sopros como se estivessem a esvaziar a botija, todos gabarolas que já metem mais uns kilos (oh god!) enquanto os outros ficam de assistência a dar apoio moral.
Riem que se fartam.. Pelo caminho para para olhar para o espelho, para analisar as evoluções corporais e se continuam bem sequinhos (e eu a transpirar, a arfar a abanar a minha gordura esse tempo todo, mas, ao mesmo tempo, com uma vontade de rir daquelas perante aquilo).
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Eu devo ser a pessoa mais carrancuda que lá vai.
Ora então no outro dia operámos um "colega" do meu gym que me reconheceu. Deve ser bom fisionomista porque eu tinha máscara e touca na cabeça, e ele lá viu quer era eu.
Então comentou com uma colega minha que eu devia andar no mesmo ginásio que ele. Foram-me chamar e conversa para trás conversa para a frente. O tipo ainda meio abananado da anestesia sai-se com esta bela pérola:
Ele - Agora vejo que até és simpática.
Eu - como?
Ele - Sim, quando vais ao ginásio nunca falas connosco. Não tens um ar gentil. Estás sempre muito séria
Eu - Mas eu não vou lá para socializar. Vou para descarregar baterias e fazer exercício. E para isso tenho de me concentrar.
Ele - Ah ok (deve ter logo voltado à primeira opinião outra vez)
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
As portuguesas e as limpezas
Chir - Vê-se logo que é portuguesa.
Eu - Oi?!? Então?
Chir. - Estive a observar como limpou a pele do paciente. Impecável.
Eu - Pena só sermos conhecidas pelas limpezas!!
E seguiu-se um momento de história francesa em que o senhor me explicou que quando as portuguesas vieram para França eram concierges nos prédios em Paris e os meus maridos pedreiros e que durante muitos anos assim se mantinham. Eram reconhecidas pelas suas habilidades na arte da limpeza. Entre outras coisas. (cá pra mim tinha ido ver A Gaiola Dourada ao cinema e falava como grande conhecedor do assunto)
Pode ser que daqui a uns anos reconheçam as portuguesas pela sua bela prestação de cuidados a doentes... ou reconhecidas por qualquer outro métier.
terça-feira, 7 de janeiro de 2014
Se me dissessem há uns anos atrás que iria tirarar uma licenciatura, iria viver em frança, e iria trabalhar num bloco operatório, eu não ia acreditar.
Há dias que gostava de fechar os olhos e acordar em portugal. Onde é realmente a minha casa e onde sempre vai ser.
Mas há outros dias que não. Já tenho aqui a minha casa, as minhas coisas. O meu trabalho onde tenho aprendido tanto. Gente com quem adoro trabalhar (outros nem por isso, dizendo a verdade). Começo a ganhar credibilidade no meu trabalho e a ser reconhecida no que faço..
Agora mesmo estou deitada num sofá a olhar para uma janela enorme que dá para o rio senna. Não é que haja beleza ou grandiosidade alguma nisso. É pela oportunidade de ter podido sair de um Portugal perdido, em esperança, sem oportunidade, e ter vindo parar a um sitio onde felizmente ainda há isso mesmo.
Independentemente de sentir saudades de casa o tempo todo, lembro-me muitas vezes de uma frase que me ajuda a atenuar o peso da palavra "emigrante": "em terras pequenas nunca ninguém se fez grande"
Há dias que gostava de fechar os olhos e acordar em portugal. Onde é realmente a minha casa e onde sempre vai ser.
Mas há outros dias que não. Já tenho aqui a minha casa, as minhas coisas. O meu trabalho onde tenho aprendido tanto. Gente com quem adoro trabalhar (outros nem por isso, dizendo a verdade). Começo a ganhar credibilidade no meu trabalho e a ser reconhecida no que faço..
***
Agora mesmo estou deitada num sofá a olhar para uma janela enorme que dá para o rio senna. Não é que haja beleza ou grandiosidade alguma nisso. É pela oportunidade de ter podido sair de um Portugal perdido, em esperança, sem oportunidade, e ter vindo parar a um sitio onde felizmente ainda há isso mesmo.
Independentemente de sentir saudades de casa o tempo todo, lembro-me muitas vezes de uma frase que me ajuda a atenuar o peso da palavra "emigrante": "em terras pequenas nunca ninguém se fez grande"
sábado, 4 de janeiro de 2014
Séries
Gosto muito de ver séries. Sou capaz de passar dias inteiros (sem exagero) a ver séries.
Dito isto a lista das que vejo neste momento:
- Anatomia de grey
- Revenge
- Nikita (fiquei com um feeling que já acabou)
- Hostages
- Betrayal
- Homeland (+++)
- Arrow
- Devious Maids
- Suits
- white collar (+++)
- Suits
(Não têm muito a ver umas com as outras mas... lá calhou assim)
sexta-feira, 3 de janeiro de 2014
2014
Projectos para 2014 ao terceiro dia do ano:
(não necessariamente por ordem)
- Ter o carro novo à porta
- Ir a casa tantas vezes como fui o ano passado
- Ir a Veneza, Madeira, Praga, Berlim e Amsterdão
- No verão fazer um desvio por Andorra e a seguir Barcelona
- Continuar a ter trabalho
- Emagrecer os sacana dos 5kg que não consigo perder há anos
- Continuar a ir ao ginásio com muita garra (não vou daqui pouco há um mês)
- Comprar uma bimby e/ou um tablet (tudo a ver um com o outro)
- Ter sempre os mesmos elementos na família,ou melhor ganhar mas não perder ninguém
- Continuar com o cherri (é muito importante)
- Jantar no Moulin Rouge
- Das duas uma: ser muuuito aumentada ou então ganhar o euromilhoes para fazer estas viagens todas e comprar estas coisas!
sexta-feira, 20 de dezembro de 2013
Home sweet home
Se tudo correr bem dentro de poucos dias estou de regresso a casa.
Parece tão estúpido e ambíguo, por um lado querer ir para casa, voltar para os braços da família e amigos, mas ao mesmo tempo sei que me vai custar voltar, e isso desencoraja-me e faz-me pensar se quero ou não quero ir.
Por mais que me custe estar longe, custa-me sempre o triplo ir e voltar, ou quando alguém me vem ver e a seguir vai embora. Fica sempre aquele vazio que demora tanto tempo até ser preenchido.
Eu, como sempre, não consigo evitar pensar nisto, e, desde pequena que teimo em sofrer tudo por antecipação. Tal e qual como estou a fazer neste momento.
(foram precisos muitos anos de análise caseira com a minha mãe para poder hoje em dia admitir que sofro por antecipação)
Parece tão estúpido e ambíguo, por um lado querer ir para casa, voltar para os braços da família e amigos, mas ao mesmo tempo sei que me vai custar voltar, e isso desencoraja-me e faz-me pensar se quero ou não quero ir.
Por mais que me custe estar longe, custa-me sempre o triplo ir e voltar, ou quando alguém me vem ver e a seguir vai embora. Fica sempre aquele vazio que demora tanto tempo até ser preenchido.
Eu, como sempre, não consigo evitar pensar nisto, e, desde pequena que teimo em sofrer tudo por antecipação. Tal e qual como estou a fazer neste momento.
(foram precisos muitos anos de análise caseira com a minha mãe para poder hoje em dia admitir que sofro por antecipação)
Que falta de sorte!!
E não me refiro a pessoas com handicaps físicos (com todo o respeito do mundo)... Só a handicaps mentais!!!
Arre porra, aturo com cada uma!!
quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
terça-feira, 17 de dezembro de 2013
Dívidas
Eu tenho três dívidas de gratidão nesta vida, que nunca conseguirei pagar.
A primeira à minha mãe, que nestes anos todos, tem sido a mãe, o pai, a melhor amiga, a conselheira, o pilar, o banco.. tem sido tudo na verdade..
A segunda à minha família francesa. Que me acolheram sem me conhecerem de lado nenhum e que me tratam como netos deles. Na verdade consideram-me como netos mesmo, e interessam-se e ajudam-me tal como eles.
A terceira ao Pascal. Que me permite frequentar a oficina dele e passar lá algum tempo.
Todo aquele ambiente é-me tão familiar e sabe-me bem. Faz-me lembrar a minha infância que tantas vezes reclamei que não era para uma menina. Faz-me recordar o meu pai.
A primeira à minha mãe, que nestes anos todos, tem sido a mãe, o pai, a melhor amiga, a conselheira, o pilar, o banco.. tem sido tudo na verdade..
A segunda à minha família francesa. Que me acolheram sem me conhecerem de lado nenhum e que me tratam como netos deles. Na verdade consideram-me como netos mesmo, e interessam-se e ajudam-me tal como eles.
A terceira ao Pascal. Que me permite frequentar a oficina dele e passar lá algum tempo.
Todo aquele ambiente é-me tão familiar e sabe-me bem. Faz-me lembrar a minha infância que tantas vezes reclamei que não era para uma menina. Faz-me recordar o meu pai.
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