quinta-feira, 4 de junho de 2015

Tenho uma vizinha portuguesa. 

Sei que é portuguesa porque tem um carro com três bandeiras nacionais e de cada vez que chega ao parque de estacionamento, ou que se vai embora, tem sempre a música altíssima; e a música é sempre a mesma: tony carreira.

Esta senhora só há algum tempo é que percebeu que o ar é de todos mas os estacionamentos não eram como ela queria. No início deixava sempre o carro mal parado. O parque é em forma de U. Mas ela insistia que devia deixar o carro no meio e os outros que fizessem manobras para se desviar.
Um dia à noite ouvi um barulho, fui ver e bateram lhe. Bem feita. Outra vez fiquei aí meia hora a espera que ela viesse para eu poder sair porque era impossível passar um carro no espaço que ela me deixou ( ate nem sou muito desastrada a fazer essas manobras, e não dava). Até ao dia em que lhe partiram literalmente uma jante. E aí a senhora aprendeu a respeitar aqui a organização do parque.  

Mas por favor alguém que lhe explique que tony as 6.30 da manhã é muito má onda!!!

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Uma pessoa leva uma saladinha bonitinha para o trabalho porque acha que há que ter uma alimentação saudável e as férias já acabaram. 

Vêm logo os olhos sabichões dos meus colegas: então não comes hidratos? Estão onde os feculantes? Aguentas só com isso? 

Mesmo quando disse que ia para casa as 16h e lanchava. Ainda não ficaram satisfeitos.

Aposto que amanhã levam saladinha iguais ou parecidas. Ate pq me perguntaram onde se comprava e lhe gabaram o bom aspecto. 

Salada: rúcula, tomate cerise, beterraba, queijo aromatizado de alho e ervas e presunto. 


Para este corpo de lontra uma saladinha assim chega. Há aqui muita reserva onde  ir buscar energia. 

terça-feira, 2 de junho de 2015



Sou ou não sou muito linda e fofa, assim a dormir em cima da minha dona??? É que ela estava a dormir uma sesta porque ia trabalhar à noite, e que eu fui acordá-la de propósito!!


Continua o meu bebe. 
Ainda pede mimos a noite e a dormir comigo. Gosta de adormecer em cima de mim e a seguir passa para o lado e anda ali a passar de lado para lado consoante eu me mexo. 
Brinca imenso com as nossas mãos e não mede a brincadeira e morde. Mas é brincadeira dela.   
É uma interesseira então se lhe cheira a comida fica a gata mais querida que deve existir.  
Continua a comer este mundo e o outro é mais vale sustentar burros a pão de ló. 
Continua a ser uma mimada que eu insisto em mimar.
Já disse que é o meu bebé??

Ja fui de férias. 

Ja voltei e estou a trabalhar. 
Estou a fazer noite, como primeiro dia de trabalho. (Sim estou a trabalhar)

Já me parece que podia voltar outra vez para de onde vim. 



Se havia coisa que já me fazia diferença era ouvir falar francês, antes de me ir embora. 
Achava que era cansaço. Necessidade de parar um pouco.
 
Mas hoje, de volta a estas lides, posso dizer que me enerva profundamente ouvir falar esta língua. Eta língua chata, difícil e enervante. 


sexta-feira, 1 de maio de 2015

Agora que separei roupas de inverno das de verão, vou só ali tirar os polares e golas altas, sem esquecer as galochas!!! Ah tempinho 💩💀

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Sabem quando estamos cansados porque no dia anterior acordamos muito cedo (tipo 5 da manhã para entrar as 8), trabalhámos 12h seguidas, chegamos a casa e morremos para a vida, na esperança de no dia seguinte acordar ao meio dia?? Bem não aconteceu. Acordei as 3h, as 8h e as 9h. Até que me levantei e aqui ando. Eu merecia dormir muuuuitas horas seguidas. 

segunda-feira, 23 de março de 2015

Hoje era o seu dia. 
O dia em que era pequenina. 
Como dizia a todos os aniversariantes. 


sexta-feira, 20 de março de 2015


Enxoto pensamentos. 
Apago as luzes da memória.
Fecho a porta às lembranças. 

Fecho os olhos e abano a cabeça como um pensamento ruim, que teima não querer ir embora. E às vezes vai.  

Tenho medo,ao mesmo tempo, de esquecer. E isso também não quero. 

Resta apenas o cansaço de um corpo que se esforça por não pensar demasiado, dando importância a insignificâncias da vida e a planos que outrora não interessariam, como distracção.. 






terça-feira, 3 de março de 2015

Não sei porque, mas adoro esta música.

Weeknd - Earn it

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

-Porque choras? 
-Porque tenho saudades do avo António. 

Não o conhecia na verdade. Conhecia do que ouvia, do que imaginava. De fotografia. 

A avó Amélia conheci. E conheci muito bem. Muito de perto. 

Já tenho tantas saudades dela!!! 

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Devia ter aí os meus cinco ou talvez seis anos e a minha avó caiu. Caiu porque tropeçou à entrada do barracão da minha tia no sítio onde se encaixam no chão as tranças do portão. 
Lembro-me que caiu e ficou sentada no chão a rir a gargalhada, embora eu tenha ficado em pé a chorar. 
Perguntou-me porque chorava, e eu respondi que chorava porque a avo caiu. 
Sempre assim, com aquelas gargalhadas e com sentido de humor. Ria com facilidade e via tudo com positivismo. 

Sempre me lembro de a ter como um ser frágil, de vidro mesmo. 

Deambulava com as canadianas que mais tarde deram lugar ao andarilho e posteriormente à cadeira de rodas. 

Malditas pernas. Era mulher para ter feito kms se a tivessem deixado. 

Dizia que nos sonhos dela nunca tinha dores nem dificuldade a andar. Que se mexia bem. 

Espero que esteja ela onde estiver esteja a lavar roupa no rio, como fizera outrora  , ou talvez num baile a dançar uma "moda". 
Falo dela com naturalidade. Pelo menos tento. Fica sempre um vazio, mas sorrio porque penso que ela assim o iria desejar. 

As minhas conquistas eram partilhadas todos os dias. E agora penso que não as partilharei mais com ela. 


Recordo histórias e dizeres. 
Relembro na minha cabeça momentos nossos. Conversas nossas que mais ninguém sabia. Que agora, só mesmo na minha cabeça, nunca mais serão repetidas. 

Dou por mim a rezar, coisa que raramente fazia. Agora faz-me sentido, seja lá porque motivo for alivia-me fazê-lo. 

Não me sinto zangada com ninguém, nem mesmo com Deus que me levou a minha segunda mãe. Conforto-me na ideia que ele não a fez sofrer, que foi serena, como se estivesse a adormecer. 

sábado, 21 de fevereiro de 2015



São 18.20. 

Era a partir mais ou menos desta hora que o meu telefone tocava, como sinal que era a hora ideal para lhe ligar.

O telefone já não toca há 3 dias. 

Houve dias em que não liguei por algum motivo. Não foram muitos, mas existiram. Penso se terá ido chateada comigo e isso corroi-me. 





Já tenho tantas saudades...

Hoje liguei-lhe. Liguei porque lhe ia dizer que cheguei ao aeroporto e que estava à espera para fazer o check in. Mas foi ter à caixa postal e só aí percebi o meu engano. 

Não apaguei o número, não consegui. 

Tenho esperança que este vazio se preencha, que esta dor passe e que as minhas lágrimas sequem. 

Oh Pascoala... Como me chamava, faz-me tanta falta... 





terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Não há nada pior, nesta merda de estar longe, que saber que há alguém que não está bem, e ter de se ficar à espera de acontece alguma coisa ou não, esta indecisão do vou ou não vou. 

Será que se tivesse optado por ter ficado  seria diferente? 

"Gosto dos meus netos todos igual, mas tu tiveste um investimento diferente dos outros" disse-me da última vez que fui à casa. 

Preferia que não tivesse sido. Preferia ter sido mais distante. Agora era tudo diferente. Se calhar não sentia tanto este medo de a perder. 

Digo isto, mas é mentira. Não o sinto. 


E mãe, no dia em que fores tu, largo tudo e vou para aí.